Comunicava-me seguido com um "apóstolo" da capital do Estado argentino de Córdoba. Ele convidou-me ministrar ali. Confirmei-lhe que a começos do mês de Julho do ano de 1999 estaria ali, mais precisamente no dia 04.
Chegou o dia, e como lhe tinha avisado, cheguei à cidade de madrugada, durante uma noite de extremo frio. Perguntei a alguém onde ficava a rua que buscaria e a igreja, ao que a pessoa me ensinou que estava a escassas quatro quadras dali, e como eu tinha apenas una mala pequena e uma pasta, fui caminhando até lá, imaginando o seguinte:
Se fosse impróprio ligar ao telefone que me fora fornecido, não o faria e procuraria um hotel. Se visse que era possível chamar à porta de alguém, o faria livremente.
De fronte, parado e observando tudo, percebi que se tratava do templo, onde havia uma porta pequena com campainha ao lado. Chamei à campainha e de imediato apareceu uma velhinha que me fez entrar. Levou-me até a cozinha e me deu um banco ao lado de uma mesa e pediu para esperar.
Demorou uns minutos e apareceu com uma bacia com água quente e lavou-me os pés e me enrolou com um cobertor. Novamente pediu para que aguardasse, e logo apareceu com uma sacola de pães bem quentinhos, e colocou à mesa com café e manteiga.
Perguntei-lhe que ela fazia ali essa hora da madrugada (para então, já ao redor das 6 horas). Ele me falou: Eu venho bem cedo a arrumar o templo para abrir às 6 horas para a oração. Os irmãos que vão para o trabalho, antes passam por aqui e fazem a sua oração diariamente.
A velhinha disse-me ter 83 anos de idade.
Aos poucos fui vendo pessoas de todas as idades, e o mais surpreendente, JOVENS abrindo a porta e colocando as suas bicicletas e motos dentro do templo, e ajoelhando-se a orar, sem nenhum líder, cada um lendo a sua Bíblia ou NT e alguns até compartilhando em voz baixa com outros!
A irmã, mais tarde me apresentou um presbítero, que me deu instruções de "ficar hospedado ali mesmo, até o "apóstolo" me receber, pois ele estava em casa num período de oração", segundo as suas palavras.
Fiquei quatro dias esperando ao apóstolo. Logo, ele apareceu e dispensou-me afirmando nunca haver-se comprometido comigo....
Há! Como o SENHOR DA IGREJA deve sofrer com tantos "donos de igreja" cuidando com muito zelo do rebanho, porém, para não maltratar as ovelhas, matam os pastores e deixam o Lobo ficar dentro!
Muitos até percebem a maneira como Deus pode reavivar à Sua igreja e orientam bem aos irmãos para orar e amar a Palavra, e praticar boas obras, como me ficava evidente acontecer naquela grande igreja de Córdoba, mas, inconsciente ou conscientemente impedem Deus agir, edificando-a e manifestando nas cidades a genuína igreja igrejando como no inicio da Obra em Atos dos Apóstolos na Bíblia.
Porém, a minha viagem apostólica "frustrada", felizmente nada teve de frustração, pois, ganhei muito bom aprendizado, que de outra maneira não me tivesse sido tão claramente revelado pelo Espírito, na Palavra, ao poder situar ao homem cooperando com Deus, e ao que não coopera com o Dono da Igreja, senão que o atrapalha e até aparece como querendo competir com Ele.
Quanta vez tinha ouvido historinhas de como Deus punia ao pastor e premiava velhinhas que oravam! Os quadrinhos viraram filme e o filme se tornou uma realidade na minha própria vida, e então, hoje entendo no meu espírito que como pastor posso fazer tudo certinho, mas se não souber hospedar e amar e receber aos outros assim como Cristo me recebeu; e aos colegas, com toda a dignidade que merecem quem sabe, na eternidade, seria usado por Deus apenas para guardar a porta do Inferno, e não para gozar com Ele eternamente na Sua gloria celestial!
Ap. Tito Berry
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