Ir al contenido principal

Maturidade (Primeira Parte):

Tenho visto nos blogues e sites evangélicos uma tendência a postar, comentar e divulgar prazerosamente matérias sobre a maturidade escritas por pessoas não cristãs evangélicas. Em muitos casos, se justifica pelo fato de serem artigos cientificamente provados, o que a Bíblia respeita.
Entretanto, o que me preocupa é que os cristãos não estejam fazendo uma leitura fecunda da questão da maturidade pessoal na própria Bíblia, que é o Livro dos livros, e descreve a mentalidade de quem criou a mente humana, e nos fez seres potencialmente transformáveis para a maturidade.
A maturidade pessoal, desde a ótica do Criador, nada tem a ver com a filosofia transformacionista do Espiritismo, o Espiritualismo, o Esoterismo e as Filosofias Orientalistas.
A maturidade espiritual e da personalidade, principalmente na vida do cristão, tem tudo a ver com:

1. A Vida Divina;
2. O Trabalhar do Espírito e a Palavra na vida do salvo;
3. A Ajuda Mútua dos membros do Corpo de Cristo;
4. A Edificação do Corpo de Cristo através do Ministério Quíntuplo do Espírito.

Para crescermos à imagem do Novo Homem, precisamos haver sido criados conforme a essa mesma imagem.
Pessoas apenas “convencidas”, ou crentes genuínos, porém sem a experiência do Novo Nascimento, ou genuinamente renascidos, porém estagnados, como no caso mencionado na Epístola aos Hebreus, morrerão salvos, porém sem galardões, e durante o Milênio não reinarão com Cristo, porque tampouco foram arrebatados, e depois de mil anos sendo tratadas e transformadas, governadas pelos salvos VENCEDORES, serão juntamente com todos os santos transformados e glorificados eternamente.
É primordial nascermos de novo, e não parar; continuar crescendo na vida divina e eterna durante toda a nossa vida humana. Entretanto, Paulo descreve três classes de pessoas:
a) O homem natural, que não conhece o novo nascimento;
b) O homem carnal, que é o crente que não cresce e que fica a vida toda infantil, sem avançar para a maturidade, e
c) O homem espiritual, que é o maduro em Cristo. João descreve três níveis de salvos: Na epístola ele os apresenta como a) filhinhos; b) jovens; e c) pais. No Apocalipse ele os descreve como: a) os que têm uma experiência genuína com o Ato redentor de Cristo na Cruz, b) os que ademais de haver experimentado a Cruz em suas vidas humanas caídas, também vivem vidas de Testemunho fiel de sua nova vida entre os pecadores, e c) os que perdendo todos os seus Direitos, decidem livremente morrer, se preciso, pelo Senhor.
Este é o grau máximo de maturidade, mas na verdade, a maturidade começa no primeiro grau, e tem três níveis: o da infância do salvo; o do salvo em processo de crescimento responsável e o da perda total da independência, quando a maturidade é total, embora ainda relativa, porque também depende da maturidade do conjunto, que é a igreja.
Pedro em João 21:18 estava no estagio médio, enquanto que João em Apocalipse estava no último degrau.
Paulo em Filipenses três estava no nível médio, logo, em Segunda Timóteo 4;6-8 ele já havia alcançado o degrau mais elevado de maturidade.
Hebreus nos informa que os salvos do Antigo Testamento nos aguardam até a Ressurreição e Glorificação, para não serem aperfeiçoado aparte de nós (11:39,40). E também que a igreja (a Jerusalém Celestial) está composta pelos salvos do Antigo Testamento (12:18-24) junto de nós os do Novo Testamento.
Em Lucas 19:11-26 Jesus retrata os três níveis de “servos”: todos são servos, ou seja, salvos, mas o primeiro recebe mais que o segundo, e o terceiro não recebe nenhum galardão.
A imaturidade não invalida a nossa salvação eterna, mas neutraliza o nosso desfrute hoje do rico e abundante Cristo, a Vida Zoê, e nos leva a perder galardões e a possibilidade de ser arrebatados e reinar com Cristo na Terra por mil anos.


Como destacado no parágrafo em negrito, a Maturidade nada tem a ver com alguma classe e quantidade de desenvolvimento da alma caída: mente, vontade e emoções, mas é completamente dependente de nascermos de novo, nos alimentar da Palavra, e deixarmos que o Espírito trabalhe em nós, nos transformando, a nossa vida de comunhão com os salvos, a nossa vida de ajuda mutua entre os membros do Corpo, e o sermos adequadamente ministrados para a perfeição pelos cinco ministérios juntos, citados em Efésios Quatro.

Comentarios

Entradas populares de este blog

Três Principais Características de um Apóstolo:

A passagem bíblica de 1ª. Cor. 9: 24-27 nos informa que o Apóstolo Paulo teme ficar eliminado da carreira em que estava empenhado, porém, não nos declara em que se baseava esse seu medo.  Se estudarmos o fundo histórico de toda a Epístola e também da segunda carta dele aos coríntios ademais de nos posicionar desde uma perspectiva global respeito à vida e história do Apóstolo, descobriremos Três seguranças que havia nele, embutidas no seu caráter de salvo e personalidade de apóstolo, pelo que, do outro lado, essas seguranças devem servir-nos para descobrir, consequentemente, onde estava o seu medo. Primeira Segurança: De sua Salvação em Cristo; Segunda Segurança: De não pertencer mais a Si mesmo, senão a Cristo, em absoluto, ou por vida ou por morte; Terceira Segurança: De não ter consigo uma irmã, por livre escolha, não por crença particular sobre relação sexual “machista” ou de qualquer outro tipo. Onde então radica o seu medo em ficar “desqualificado” ou “eliminado” d...

Bem-Vinda!

O genuíno Apóstolo:

Muitos sentem repulsão pela mensagem “apostólica” pela mera suposição de que ela seja petulante e presuma superioridade. Mas, veja. Aqui neste Site não nos interessa defender o que não consideramos genuinamente apostólico, senão apenas o que cremos sincera e modestamente na Bíblia. Nunca nos julgue como que “endossamos” as falsificações e adulterações dos dias de hoje! Eu ainda prefiro um pastor medíocre, a um apóstolo falso. Tenho certeza absoluta que o apostólico sempre deve e será superior ao meramente ministerial clássico e tradicional. Por quê? Porque quando dos Doze se trata, havia na sua designação divina uma incumbência celestial única. Quando da segunda camada de apóstolos se trata, incluído Paulo, a igreja estava nascendo, e lhe agradou ao Senhor “revelar a Paulo o Mistério de Deus e de Cristo”, o que os faz exclusivos em tudo. Entrelaçados com esta segunda camada, ainda temos a um dos doze que ficou para remendar a rede-igreja, quando estava se degradand...