Estive numa igreja onde, naquele Estado, por primeira vez um dos seus pastores virava “apóstolo”, quem, havendo ido a Manaus por um tempo, voltou de lá, ele com uns 37 anos de idade, ela com uns 35, proferindo com impostação mil vezes nas suas pregações, “meus filhos”, “filhinhos meus”.
Nada podemos falar contra ninguém, tampouco contra cidades e igrejas. Entretanto, regiões do Brasil que não sei como denominá-las, se de norte, nordeste ou noroeste que tem parido “filhos apostólicos” de proveta, desproporcional e irresponsavelmente como Manaus, parece não existir.
O apóstolo de referencia, ao pouco tempo começou outra igreja na cidade, da mesma denominação, e dizem alguns deles que foram com ele da igreja da onde saíram, o 90 % dos irmãos.
Quando Deus dava a Juan Carlos Ortiz da Argentina a visão do discipulado e das células, quando ainda nem existia Yong Cho, ainda menos Cezar Castellanos, e tirando da visão de Wachtman Nee do livro “A igreja cristã normal”, enfatizou-se muito em gerar filhos espirituais. Mal imaginamos que alguns líderes fossem a distorcer tanto esta verdade bíblica, primeiro, fazendo às ovelhas ficarem com a exclusividade de gerar ovelhas, como se o pastor não fosse também ovelha; e segundo, apregoando que as igrejas não teriam uma geração de filhos sadia, se não tivessem a paternidade dos apóstolos.
Não se trata de defende a Ortiz ou ao irmão Nee, senão de examinarmos nas Escrituras que é a genuína Paternidade Espiritual.
A sobre-ênfase no nosso meio vem da Nova Era, principalmente do Autor Mike Murdock que enfatiza a idéia do MENTOR.
Como advirto neste mesmo Blog, não estaremos “criticando” a ninguém. Não obstante, como Jornalista, Teólogo e Escritor devo saber fazer as devidas inferências tanto textuais quanto gestuais e simbólicas, e como Apóstolo do Senhor, saber transmitir a Verdade divina e o Amor da Verdade.
Na Bíblia, Pai é somente Deus: O Pai – (Salmos 68:5; Is. 63:16; Jr. 31:9) O Filho – (Is.9:6; Mt.28:18, 19; Ef.4:4-6) O Espírito Santo – (Mat.1:18; At.%;3,4; 1ª.Tes.4:8; 1ª.Jn.5:7).
Toda outra menção a Pai é figurativa e representativa de povo e nação de Deus, mas nunca a Paternidade Espiritual se atribui ao homem. Nenhum de nós pode gerar Filhos de Deus, nem as ovelhas, nem os pastores, tampouco os apóstolos. Jn.1:11-13.
Os apóstolos até utilizam expressões de paternidade, não na formalidade da geração particular, e como figura humana, senão apenas e principalmente na forma do amor para o cuidado, e a firmeza para adisciplina. 1ª. Tes.1:7,11.
Pelas diversas figuras a respeito do salvo no Novo Testamento, do pastor que cuida um rebanho, e dos pastores humanos do único rebanho de Cristo (Jn.10:16; Atos 20:28; Hb.13:17) as ovelhas transmitem a vida divina que gera, seja ela membro comum, pastor ou apóstolo, mas Deus gera pela Palavra e o Espírito; se não passamos palavra pura e Espírito Santo, não tem geração de novos filhos de Deus.
Entretanto, existe sim uma Paternidade não formal, nem na figura humana, senão na qualidade espiritual, que pertence ao genuíno Apóstolo e não a outro dos Ministros Novo-Testamentários de Efésios 4:11.
Veio o Espírito Santo em Atos dois, e a igreja ficou paternalizada coma presença e função dos apóstolos, e a comunidade caminhava normalmente em seus carris naturais e normais. Jesus tinha prometido: “Não vos deixarei órfãos, vos enviarei o Espírito Santo”.
A falha não está no Espírito Santo Pai, que não nos deixa órfãos, senão noutro ponto crucial: a rejeição, a distorção, e a fraude dos seguintes apóstolos. A partir da intrusão dos falsos apóstolos na igreja, esta degradou sobremaneira.
Paulo foi corajoso e enfrentou aos falsos e fraudulentos, e conseguiu terminar a sua carreira integral e fielmente, deixando estabelecida a revelação dos dois Mistérios que o Senhor lhe encomendou somente a Ele: 1. O Mistério de Deus (Cristo em nós), e o Mistério de Cristo (A Igreja), sendo os dois um único mistério que Paulo descreveu completamente em suas epístolas.
Logo, faltando Paulo, Deus tinha reservado a um remendador de redes, João, na Ilha de Patmos, para remendar a rede-igreja no tempo em que ela já estava rompida e sumamente dividida.
Uma das igrejas da época, chegou a ser advertida de deixar de ser igreja se não se arrependia em tempo, e outra, tendo tudo (Laodicéia) se extraviou nas “opiniões de muitos”, enquanto uma (Tiatira) se alastrou pelo mundo na opulência de suas obras, outra, a de Sardes saindo de Tiatira tenta reformar tudo, ficando apenas com o nome de que vive, estando morta.
A rejeição dos apóstolos, a sua ausência quaisquer sejam as razões, a aparição e intrusão na igreja dos falsos, e fraudulentos, e a distorção exegética bíblica de sua necessidade e importância, levou a termos hoje uma igreja infantil, doentia, dividida e desgovernada (Ef.4:11-16).
Esta classe de paternidade, apenas para pôr ordem na casa, fundá-la no AMOR e estabelecê-la na VERDADE, a fim de que a igreja como Família de Deus e Edifício único nas cidades, compostos de pedras vivas genuinamente edificadas, PRINCIPALMENTE no momento em que a igreja vive hoje, muito pior que o momento descrito a respeito das sete igrejas no Apocalipse de João, acredita e faz merecer a participação urgente de VERDADEIROS APÓSTOLOS que exerçam a PATERNIDADE ESPIRITUAL, atravessando a IRMANDADE que já nos é evidente e inegável.
E essa Paternidade, os nossos irmãos em Cristo, Filhos de Deus, genuínos, poderão encontrá-la e assegurar-se de sua existência e genuinidade em Apóstolos que sabem transmitir o AMOR DA VERDADE (2ª.Tes.2:10; Ef.4:15).
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