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Cobertura Espiritual:

Recentemente escutei um amigo ponderar a denominada Cobertura Apostólica hoje, como algo que impede o crescimento das pessoas. Pareceu-me interessante a inferência. Mesmo porque a palavra Cobertura tenha também o significado de "colocar um teto".
Entretanto, vejamos na Bíblia algo sobre a cobertura, e discernamos no Espírito a importância de entendermos adequadamente o que é uma genuína cobertura pastoral da parte dos apóstolos verdadeiros:
1. Cobertura de Oração: Tg.5:14,15 (um ministro “solto”, teria a necessária autoridade para orar por outros?) estamos cheios de divisões que logo se erigem em autoridade e ainda pretender subjugar aos demais. Muitas outras têm por líderes a pessoas moralmente irregulares, e sentem-se com autoridade espiritual devido ao cargo.

2. Cobertura de Acordo entre irmãos: 1ª Sm.18:1-5; 14-16; Rute 1:16,17 (quem melhor sabe e melhor encarna a visão de unidade do Corpo de Cristo?)
3. Cobertura de Representação, Substituição: Nm.30:3-5; 6-8; 12,13,15 (a que classe de ministros entregou Cristo a representação de Seu Reino na Terra?)
4. Cobertura de Amor: Tg.5: 20, 19 (Existe ainda em mim interesses particulares, denominacionais ou doutrinais que me impeçam amar aos demais irmãos na minha cidade?)
5. Cobertura de Sujeição: Mt. 8:5-13 (quem não está sujeito a outro ministro, não é ministro de Cristo)
6. Cobertura da Demanda: 2ª Cor. 12:14, 15 (não devem entesourar os filhos para os pais senão os pais para os filhos)
7. Cobertura do Sangue de Jesus: At. 20:28 (este sangue cobre aos que pastoreiam havendo sido e continuando a ser pastoreados, mesmo já velhos. João 21.18)
8. Cobertura do Agradecimento: Sal. 91:1; 1ª Tm.6: 6-8 (nada é nosso; tudo o que temos o recebemos)
9. Cobertura da Filiação: Ef. 1:3; Gál. 4:3-7 (infantil, entende e serve a infantil e a mais ninguém. Maduro serve e entende a todos, para abaixo e para cima)
10. Cobertura do Nome: Gn. 9:27. Profeticamente aqui "habite nas tendas de Sem": "Viva debaixo do Nome", significando com isto que O Nome do Senhor seria a sua proteção ou cobertura. Muitos serão taxados por Jesus de “fazedores de maldade” havendo sido ministros nas igrejas, aliás, nas suas igrejas, usando o nome do Senhor. Mas habitar ou viver debaixo de Seu Nome é viver dentro da pessoa de Jesus.
Entendendo-se cobertura como o ato de dominar, colocar um teto, limitar, implicitamente dizer "depois de eu, somente Deus" (no caso dos falsos Apóstolos), certamente falarmos e aceitarmos tal classe de cobertura não será mais que um ato de infantilidade espiritual, escravidão, ignorância e menosprezo das grandezas ilimitadas de Deus. Entretanto, é isso mesmo que quase a totalidade dos pastores faz com os demais ministros e igrejas.

Contudo, há certamente a necessidade de cobertura, mas então, que seja a certa e que merece ser tida por genuína autoridade de Deus sobre a liderança denominacional, se estas querem pelo menos contribuir com o projeta de Igreja de Jesus.
Por outro lado, rejeitar o termo porque como derivado de "cobrir" a palavra não exista na Bíblia com implicância de alguém estar sujeito a outrem, merece que sejamos justos, considerando  o mesmo com as palavras "Milênio" e "Trindade" que nem estão na Bíblia.
A situação da Igreja entre o século de sua Constantinização (313) até hoje, é de perda total do modelo bíblico, e de extrema miséria em termos de perda de ministérios, autoridade, unidade. Neste contexto, prevalecem hoje os seguintes males, entre outros:
1. O Pastor ficou só, como dono plenipotenciário da igreja. Uma Igreja assim é uma Igreja enferma, e como tal, deficiente. Deve necessariamente reconhecer a sua necessidade urgente de completacão do que lhe falta. Mesmo que ela tenha um ministério forte, presbiteral, a repetição de pastores, a escassez de mestres, a proliferação de cridos profetas na visão do Antigo Testamento e a pouca atividade dos evangelistas, necessariamente geram igrejas enfermas e débeis para crescer, e quando crescem, são enormemente vulneráveis em permanecer unida.     
2. Ao ficar a Igreja por tantos séculos governada apenas pelos pastores, é razoável que se desconfie do surgimento dos Profetas, Mestres e Apóstolos, e que a Igreja sofra uma crise de acomodamento, qual a maioria rejeita.
3. Uma Igreja deficiente ministerialmente seria uma Igreja deficiente em vida e maturidade, e neste estado seria também bastante razoável a rejeição à Cobertura na forma bíblica, pelos traumas que geraram as divisões e a falta de um único ministério quíntuplo na Igreja, como a Bíblia projeta; pela proliferação dos falsos; pelas novas divisões geradas; pelo abuso de autoridade de alguns; pela pouca visão apostólica incontestável hoje, etc. Mas os erros humanos não podem nem devem estabelecer doutrinas e transtornar o Modelo de Igreja que desenhou o seu Criador, Jesus em modelos deficientes ou substituições absolutamente doentias.
A Doutrina da COBERTURA está na Bíblia, e pela graça de Deus descobri nela estes dez (10) pontos bosquejados aqui. Espero sirvam para a meditação pessoal e o estudo corporativo. Vejam que não coloquei aos apóstolos como “cobertura”, senão a restauração genuína dos cinco ministérios, como um único ministério.
Pense bem. Se a igreja de hoje estivesse vivendo a experiência da primitiva, seria suficiente um “Concílio de Atos Quinze” para resolver a questão, mas no contexto de atomização total, é orgulho e vaidade que uma denominação ou “igreja” se atribua o direito de aceitar ou rejeitar os homens-dons do Cristo Ressuscitado para a igreja.
A Igreja dividida que existe hoje deve aceitar a genuína COBERTURA APOSTÓLICA, para que possa deslanchar para a UNIDADE no modelo que Jesus criou e que consta na Bíblia Sagrada. Mas então, com certeza estou pedindo demasiado, verdade? Então, pense de novo, comigo: Que igreja gerou aos pastores? Que igreja gerou aos missionários, evangelistas e profetas? Mostrem-me qual “igreja” hoje cresce sem divisão. Mostrem-me qual igreja imponente, poderosa, que está em todas as partes, até, pode representar Deus e expressá-lo na Sua Tri-Unidade numa cidade (não peço muito)? Nenhuma!

Então, onde está a solução deste emaranhado de contradições? Será um homem chamado apóstolo? Serão muitos deles, dominando, extorquindo, e manifestando-se com mensagens bombásticas e grandiloquências filosóficas de convencimento massivo? Nunca! Mas que devemos nos atentar a verdadeiros apóstolos, é uma necessidade impreterível, se queremos de veras que a nossa congregação cresça e se estabeleça, e que ela seja parte do projeto de Cristo pela unidade de Sua igreja, o Seu único Corpo na Terra.  
É inegável que o genuíno apóstolo é o perito arquiteto da OBRA de Deus na Terra. Aonde vimos um Pastor denominacional se entregar pelas ovelhas que congregam noutras denominações? Só um verdadeiro apóstolo de Cristo vê a cada uma, e a todas as ovelhas do Senhor, e possui a visão certa para concertar tanta divisão e tantas diferenças aparentemente irreconciliáveis. E as razões, são muitas!
Na mesma sequencia dos itens mencionados acima, declaro:
1.                  A oração é um ministério altamente apostólico, muito mais que do pastor. Se este se ocupa muito e bem de cuidar das ovelhas do Senhor, às vezes lhe ficará pouco tempo para cuidar de sua própria alimentação espiritual, enquanto que o apóstolo tem o dever de viver grande a sua vida toda no anonimato, escondido no seu aposento da oração, e nas ministrações exclusivas da doutrina bíblica dos apóstolos.
2.                  O apóstolo tem autoridade de cobertura pastoral. Veja o caso de Paulo mandando a Timóteo como tratar o caso de outro ancião em pecado. Há uma ordem. Paulo manda a Timóteo, o pastor da igreja, e este trata o caso de outro pastor em pecado em privado, e ninguém mais entra no assunto, sempre que haja duas ou três testemunhas.
3.                  A doutrina da “Autoridade Delegada” está na Bíblia. Cristo institui Apóstolos, não pastores. Os apóstolos constituíram pastores, ou anciões, e estes, constituíram diáconos.
4.                  Paulo amava como mãe e como pai na mesma vez. Ou seja, na apostolicidade também está a paternidade espiritual. O evangelista traz as almas perdidas e os pastoras também, mas os pais espirituais delas são os apóstolos, mesmo que não as tenha evangelizado. Simplesmente por manterem a Doutrina Apostólica. Esta doutrina é o “semem” (ou semente) da vida espiritual na igreja.  
5.                  Jesus ensinou que quem está sujeito tem autoridade sobre outros.
6.                  Os de baixo só podem demandar dos de cima, se estiverem sujeitos, e se os de cima assumirem o seu lugar devidamente.
7.                  O Sangue de Jesus não apenas nos limpa e perdoa os pecados, senão também estabelece ministros na igreja. Quando esse Sangue nos estabelece, a denominação não pode nem deve contrariar. Senão, estariam fazendo uma afronta ao próprio sacrifício de Cristo. Na cita bíblica mencionada se usa a palavra Bispos, cujo significado é “supervisor”; e um derivado de “super-ver” ou ver por cima, ou panoramicamente. Quem melhor para super ver senão o apóstolo, que não se deve às denominações, apenas, senão, principalmente ao projeto de Cristo, a Sua Noiva?
8.                   A Igreja que está agradecida com os “homens-dons” dados por Cristo na Sua ressurreição para Ela (Efésios 4) é uma igreja com cobertura adequada quando os aceita e se sujeita a eles, posto que assim agradam ao doador dos ministérios.
9.                  Tem herança que, mesmo pertencendo legitimamente a todos nós por sermos filhos de Deus, só podemos utilizá-la chegando à maturidade. Por que a igreja não cura TODAS as enfermidades, e não vence toda vez que os portões do Inferno atentam contra Ela? Simplesmente porque a promessa de Mateus 16:18 não foi dada às denominações nem aos indivíduos, senão à igreja localmente unida. E disto, entende muito bem um genuíno apóstolo, e pode ajudar a que tudo mude.
10.              Chegamos a tanta treva espiritual ao longo dos séculos, que qualquer “dono de igreja” se acha bem autorizado a ser o que pensa ser, e menospreza e até condena e persegue os que não possuem uma denominação que os protejam, ou um homem que os governem. Não entendem nem seria fácil fazê-los entender, já que são escravos dos homens e das coisas humanas, que o apóstolo é aquele que mais credenciais tem, e que mais sabe se sujeitar às genuínas autoridades estabelecidas por Deus sobre ele, e que todo genuíno apóstolo transcende todas as instituições humanas  vertical e horizontalmente, e todos os limites criados e impostos pelos homens para conectar aos homens a Deus, sem interferências temporais, sem presuntos servos de Deus, sem presunções de conexão direta com os céus, e sem apropriações ilegítimas das almas dos homens, e das coisas dos outros.
A apropriação da igreja por parte dos pastores gerou o medo em aceitar a cobertura apostólica, e a petulância em examiná-los ao seu mais puro bel prazer, quando eles foram constituídos pastores sem o rigor probatório necessário, na maioria dos casos, e agora pretendem ser a vara de medir dos outros, somente porque não aceitam reconhecer a sua necessidade de serem pastoreados também eles.

O PONTO DE INFLEXÃO por onde passa a problemática dos falsos apóstolos e a necessidade de termos uma regra bíblica absolutamente confiável, irrefutável, específica e definida para prová-los e aceitar aos verdadeiros, na mesma vez que podermos entender tanto a necessidade quanto a transcendência de uma cobertura apostólica no formato da vida da primitiva igreja, e conforme os parâmetros bíblicos do sangue de Jesus, e outros componentes inerentes imprescindíveis, será tema de outra mensagem. Por enquanto pense nisto: verdadeiro apóstolo serve, e não busca ser servido. ainda que, por ser igual a todos os demais irmãos, humano, sujeito às mesmas paixões e necessidades, merece o reconhecimento de todos pelo que é, muito mais de que pelo que sabe.

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