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EXTRAVAGÂNCIA GERALIZADA, ENDÊMICA. CONTAMINANTE!

EXTRAVAGÂNCIA GERALIZADA, ENDÊMICA. CONTAMINANTE!

Jesus disse “Eu ainda tenho muitas verdades que desejo vos dizer, mas seria demais para o vosso entendimento neste momento”. Jo. 16. 12. Se puderem ouvir e obedecer este aviso divino, poderão também aceder aos grandes mistérios de Deus para nós, para a igreja e para o Universo. Atréva-se!

Estamos vivendo um momento que resulta da acumulação extravagante de pecados, intolerâncias, corrupções, perversões e institucionalização do Mal.

Assim como já temos assistido a quedas de pastores e a divisão de igrejas em momentos dos mais álgidos; momentos estes em o que aberta e vergonhosamente é bizarro e cruel, e também de ruína total de sistemas políticos e governos absolutamente ocos e fracassados, "cristãos" e organizações religiosas injustos, certamente haverão de ser de extrema resistência para não ruir.

Esta é a hora em que impérios religiosos, líderes imperialistas governos ditatoriais, sistemas políticos extorsivos e cronicamente injustos comecem a se desmoronar rapidamente.

Simultaneamente, a Bíblia tem outra mensagem junto da que nos vinha advertindo minuciosamente sobre o que já está acontecendo. Porém, a calamidade e a degradação; a confusão e a hecatombe não atingiriam aos que permanecessem com Jesus, O Rei do Universo, e sim com “os que praticam atos maus, e não somente continuam fazendo, mas ainda aprovam e defendem aqueles que também assim procedem”. Rm. 1. 32.

Essa outra mensagem da Bíblia para os nossos dias nem é a pregação de um evangelho light, nem um evangelho que anuncie apenas a graça, o amor, o perdão, a tolerância, a humildade, o serviço, as boas obras. Tampouco se trata de uma pregação que denuncie o pecado, repreenda, traga à luz as coisas ocultas, examine, corrija, admoeste, expulse, corte, discipline, separe, e condene.

A maior parte destas ações é possível e até necessárias em determinados contextos, mas não necessariamente no contexto do verdadeiro e genuíno Evangelho de Jesus.

Examine, por favor, comigo de maneira sensata e desencarnada de sentimentos, idéias e predileções, e muito menos com hipocrisia. Examine à luz da Palavra de Deus junto do Espírito Santo, fazendo ‘sociologia’ necessária e filosofia inerentemente.

Toda ação repulsiva ou violenta, sempre gera também o contrário. A cada manifestação violenta, que tente impor-se ou que avance sobre os limites alheios, a privacidade dos demais, a esfera privada, sempre haverá uma reação em oposição.

Extravagância: estrafalario, excêntrico, estrambótico, estranho, raro, chocante, grotesco,

Antônimo segundo sentido da palavra extravagância:

Normalidade, palha, banalidade, despretensão, modéstia, simplicidade, despojamento, recato, sobriedade, reserva, recolhimento, segredo, chateza, singeleza, austeridade, frivolidade, trivialidade, futilidade, vulgaridade.

No entanto, uma coisa é verificar os sentimentos, as atitudes e as ações que se opõem pelo sentido oposto da palavra, ou antônimo, e outra coisa bem diferente é ver cada questão desde uma ótica que descreva ambivalências.

Por exemplo: a extravagância no uso da água pode levar a um governo a criar leis de austeridade (antônimos: extravagância-austeridade), mas uma lei ambivalente ao uso racional e necessário da água, seria, ironicamente, proibir a utilização da água ou trocar o seu consumo por coca cola...

Outro exemplo: uma ação grotesca, chocante, excêntrica seria um comportamento homossexual provocativo. Isto seria extravagante!

As manifestações do “orgulho gay” levaram a um político sugerir a manifestação do “orgulho heterossexual”. Isto é ambivalência!

Qualquer extravagância pode conviver com comportamentos de normalidade, simplicidade, de despojamento, recato, sobriedade, e até com a vulgaridade, sempre que o grau de extravagância não invada a privacidade alheia e os direitos públicos dos demais.

Entretanto, toda extravagância arbitrária, hostil, provocativa, de afronta, atrevida, atropeladora dos direitos alheios, invasora da esfera privada das demais pessoas, e violentas, necessariamente gerará sentimentos, atitudes e ações ambivalentes legítimas.

Até aqui, tudo parece justificar-se. Tudo pende para a concorrência e a habilidade de sucesso e imposição para a mudança de culturas, paradigmas morais e práticas religiosas, segundo a força, o capital e as habilidades de cada proponente do sentimento, a atitude ou a ação.

Dificilmente um governo, por mais alto conceito que tenha da população e por menos incoerente que seja em sua política, gestão e ações públicas e privadas possa controlar os sentimentos, as atitudes e as ações encontradas do povo; muito menos nos tempos em que vivemos como já referenciei, de acumulação extravagante de pecados, intolerâncias, corrupções, perversões e institucionalização do Mal.

E a Igreja como está? Escapa ela desta realidade extravagante que mina a sociedade e a domina, e prolifera descontroladamente?

Claro que não! É mais, a sua realidade é mista, inegavelmente. Assim como ela é divina, também é humana. Assim como é imaculada, é também vulnerável à contaminação. Mesmo ela sendo coluna e baluarte da verdade, da justiça e do amor, também está integrada de pessoas que violam tais valores e ainda promovem o Mal.

Qual deve então ser a mensagem que ela possa entregar ao mundo corrompido, ímpio e caótico, e a si próprio, talvez desde a voz dos que “não têm as suas doutrinas, quantos não conheceram o que aqueles chamam de profundidades”, essas “poucas pessoas que não mancharam as suas vestes”?

Agora me dirigirei a vocês. A estes que se consideram enquadrarem nas expressões bíblicas entreaspeadas, pedindo-vos pelas misericórdias de Deus que reflitam e se arrependam:

Primeiro, na Bíblia, não existe espaço para os inferiores julgar aos superiores. No caso do Juiz injusto, a mulher injustiçada devia orar dia e noite a Deus, o Juiz Justo, que lhe faria justiça em seu tempo, mas não fazer sedição, revolta, manifestação de rua, assalto, atropelo, invasão, e nenhuma ação de desrespeito e violência. Luc. 18. 1-8.

Deus não aprova a opressão. Certo! Mas tampouco aprova a rebelião e o deslocamento dos “marcos antigos que limitam as propriedades e que foram colocados ali por seus antecedentes”. Também não aprova Deus que “se ultrapasse os limites divisórios dos direitos alheios e que se invada os territórios protegidos”. Pv. 22. 28; 23. 10.

Segundo. O Evangelho é para ser obedecido, entretanto, não para ser imposto. Rm. 10. 16. Atos 17. 30.

Terceiro. A Igreja deve funcionar excelentemente com ordem, não desordem, para que os anjos que ainda permanecem obedientes a Deus não se rebelem vendo a má conduta dos filhos de Deus na terra.

Os Cinco Ministérios é um modelo de ordem. O apóstolo sempre pastoreia a pastores. O Mestre sempre é o responsável do ensino e a elaboração do cardápio e a autenticidade do alimento espiritual.

Não é normal que pessoas até rebeldes no meio do povo de Deus se erijam como “profetas”, “desenmascaradores de seitas e heresias”, “denunciadores de apostasia”, tudo suposto por eles no exercício ilegal e ilegítimo da interpretação particular e isolada da Bíblia, usurpando o ministério e o dom dos outros membros do Corpo, acumulando ministérios e poderes, sentindo-se iluminados, messiânicos, distinguidos por um suposto chamado de Deus e uma incumbência urgente, de “última hora” para a igreja, desrespeitando toda e qualquer forma e medida de ordem, sujeição, obediência, e fraternidade do Espírito necessário na vida da Igreja.

Quarto. Não se podem combater os males da alma caída por meio de outra alma caída. O Novo Testamento é claro: o espiritual se acomoda com o espiritual. Quem coloca a sua mente (alma caída) na carne, gera morte. Quem a coloca no Espírito gera vida.

A nossa batalha não é carnal, por tanto, esse sistema operacional nas igrejas de denunciar, julgar, criticar, afrontar e até o que parece “santo, justo e legítimo”: confrontar com a Bíblia, nada mais é que a ambivalente manifestação do mesmo espírito de rebelião e ira que está manifestado exageradamente no mundo, e que o domina extravagantemente.

Conta-se que um irmão recém convertido teve a oportunidade de dar seu testemunho público a respeito de sua mudança, quando retratou a forma como maltratava a sua mulher não sendo ainda do Senhor, e graficou assim: quando eu não era crente, quando brigava com a minha mulher pegava qualquer coisa que tivesse por perto, e batia nela. Agora que sou crente, quando brigo com ela só dou alguns esmurros...

Qual é a diferença? Será diferente bater na vida mundana por diferenças com o vizinho, e hoje bater com doutrinas? Por favor, não se enganem! O espírito é o mesmo, só que uns vêm com tridentes e outros com batina e gravata e uma Bíblia na mão!

Quinto. Não é questão de liquidificar o Evangelho ou justificar a sua ineqüalidade, ou qualidade de inócuo, que não provoca prejuízo; que não ocasiona danos; aquilo que é inofensivo ou não oferece perigo para determinado interesse. Que não oferece perigo moral ou psicológico a qualquer moralidade ou crença contrária; que não ofende moralmente aos seus oponentes gratuitos.

Pois, na sua prática, esse evangelho que não consegue atingir a real finalidade ou propósito existencial, poderíaser considerado como de ensinos e pregações inócuas e insossas.

Sem estarmo-nos manifestando assim, deve-se declarar radicalmente que o verdadeiro Evangelho tampouco é confrontativo, denunciador, petista (que tudo retifica) e místico (que se acham enviados por Deus para tal).

Falar a verdade, sem pregar a Verdade, o Evangelho que salva transforma e potencia, é falar a mesma mentira do mundo caído, só que disfarçada de veracidade.

Gastar e gastar-se em viver denunciando, batendo nos falsos, nos enganadores, nos erros, nas vaidades, nas fraudulências e falsificações, nas heresias e as falácias, e argumentando de maneira convincente pela Bíblia para impressionar serem messiânicos inigualáveis aos quais seguir, aproveitando-se da tremenda ignorância da Bíblia da maioria, do espírito de anarquia e rebelião que domina a sociedade, do extravagante relativismo dominante e avassalante da igreja, e do revanchismo não tanto ao poder do Evangelho senão à sua inoperância, produzirá no mínimo o seguinte:

1. Maior intolerância

2. Maior rebelião

3. Maior inclinação ao Mal

4. Maior ignorância, porque numa briga ninguém pega um livro para descobrir melhores condutas, senão que se ira e atua irreflexivamente, ou por raiva ou vingança, e então...

5. Maior violência

6. Comunhão com os que já detestavam o Evangelho, a Igreja, os Pastores, com mais razão agora eles renegarão contra tudo

7. Maior quantidade de seitas, heresias e grupos marginais e erráticos, até perigosos para a saúde da sociedade. Está acontecendo em Porto Rico. Ali é tão forte o legalismo pentecostal, que dali estão saindo as maiores seitas erráticas, para todo o mundo.

8. Confusão a respeito da Salvação e Escravidão ao Legalismo e a Ortodoxia fria, seca e sem vida.

9. Inimizades irreconciliáveis, e;

10. Injustiças incalculáveis.

Irmãos amados: Parem com isso! Evangelho é outra coisa. Se Ele é o Poder de Deus, porque pressionam, acusam, condenam, e tentar converter a todos os que pensam diferente, ou talvez estejam no pecado?

Se considerarem serem chamados por Deus para essa missão, porque não o fazem internamente na Igreja, e não em público? Por que não se submetem às autoridades da Igreja, e humildemente pedem serem examinados tanto em o que ensinam como na vida que vivem? Uma dos maiores sinais do engano é o orgulho e a obstinação em não aceitar a ninguém fora do que se pensa; muito menos um discipulador.

Que tal se por cada dia de vinte e quatro horas, e por cada escrito publicado contra a suposta apostasia que denunciam vocês pregassem na rua a uma só pessoa, não seria, por caso, muito mais valido?

Tenham em conta que Paulo nos ensinou que tudo quanto se edifique com ouro, prata, e pérolas preciosas, que tipificam a Divindade e os elementos divinos na nossa alimentação espiritual, terá recompensas, mas tudo quanto seja madeira (o melhor da cultura humana), feno (o melhor dos crentes) e palha (o pior do pecado, o maiormente perverso, errado e enganoso), se queimará totalmente no Juízo de Deus.

Acordem hoje, antes de chegar o dia em que serão culpáveis da morte eterna de milhões que os ouvem e os seguem!

Quanto mais teimem nesse falso "ministério", mas condenação se acarretam e mais ingênuos estão sendo levados ao inferno, na ingenuidade de que são zelosos da verdade e fieis para com Deus. É o conjunto Igreja, não o indivíduo que é coluna e baluarte da verdade, e sou "eu"que deve ser parte e não um apregoador apocaliptico para que os outros sejam.

Juão Batista pregava palavras duras, e ainda quando o modelo a seguir não seja ele, senão Cristo que é manso e humilde, João era categórico em favor da família e para reconciliá-los, e não de doutrinas teológicas. Mt. 11. 12-19; Lc. 1. 17.

Deus não lhes mandou fazer apologia. A obra de convencer de pecado, de justiça e juízo é do Espírito da Verdade, não nossa. João 16. 8. Deus tenha de todos nós misericórdia!

Apóstol Tito Berry

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