Era o ano de 1970; tinha 18 anos de
idade. Todo pronto para ir ao Seminário. Despedi-me de meus pais, na Assembléia
de Deus onde nasci, e fui para um Seminário Interdenominacional, raridade
teológica na época, onde o Diretor era quem seria o meu pastor, Miguel Angel
Pujol, casado com Margarita Palau, irmã do Evangelista Internacional Luis
Palau, e cunhado do Juan Carlos Ortiz, ícone número um na virada das igrejas
tradicionais, para a Renovação Espiritual no Mundo.
Miguelo, como era chamado
carinhosamente, também é cunhado do Edgardo Silvoso da equipe de Peter Wagner, casado com Matilde Palau,
enquanto o Ortiz está casado com Marta Palau.
Apenas ouvi a mensagem da Renovação Espiritual, com a versão católica na mesma época, porém resultante da evangélica RCC (Renovação Carismática Católica) simultaneamente, me juntei ao Padre Ibañez Padilla, nexo na ICA para a Renovação Espiritual, e com ele recorremos as catedrais romanas levando o avivamento do Espírito e batizando a Padres.
No lado evangélico, os jovens da igreja percorreram a ponte que une Chaco com Corrientes, na Argentina, o centro da cidade Correntina, escolas, festas, e tempos evangélicos dos mais diversos, estabelecendo células e até assumindo a liderança de igrejas abandonadas ou em decadência, a pedido de suas administrações, como a Luterana de Corrientes e algumas Presbiterianas tradicionais na capital argentina, e iniciando um programa de conquista de cidades, como no caso de GOYA, com a ajuda do Espírito Santo que nos fortalecia nas perseguições e até "portadas" dos pastores no nosso rosto, e em tudo isto participei desde os seus inícios, guiados por uma revolucionária visão de obediência ao Espírito, e o que se começou a chamar de Senhorio de Cristo.
No ano de 1973 fui consagrado ao ministério pastoral, e a partir de então assumi duas igrejas na mesma vez, uma, a minha antiga igreja onde nasci e cresci até os 18 anos, e outra a de uma cidadezinha ali perto. Comecei o meu primeiro trabalho radiofônico no mesmo ano em duas rádios, e comecei a viajar pela América Latina continuando com a mensagem da renovação espiritual e a unidade do Corpo de Cristo que me enlouqueciam e impulsionavam para viajar, compartilhar, mesmo que nenhum dinheiro ganhasse e fosse enfrentado e injuriado pelos líderes das igrejas.
Deus tinha dado a Ortiz a revelação das células e o Discipulado (não a Cesar Castellano nem a Yong Cho da Coréia), e acompanhei esta prática nascida no ano 67 em Buenos Aires, desde o ano de 1970.
Vi a mudança vivida na América Latina através do grande Evangelista Internacional Alberto Motesi; vi a mudança de Juan José Churruarín desde antes de assumir Goya, aliás, eu mesmo votei nele para que assumisse a obra ali e construindo a casa que iria a recebê-lo na cidade, chegando à atualidade a ser um apóstolo reconhecido internacionalmente, contando com uma obra grande no Estado de Corrientes, aliás, a maior de todas ali.
Vi a divisão da RE e como resultado o inicio das COMUNIDADES CRISTÃS no Mundo, primeiro na Argentina, e desde ali para o Brasil.
E vi como TODOS os seguintes movimentos de novas renovações no seu clímax mais espiritual e efetivo desde os anos 1975 para frente, provocados pela RE e alimentados nela, como os do Louvor e a Adoração e o Apostolado, entre outros, se alastraram pelo Mundo graças à fidelidade do grupo de discípulos no pastoreio de Ortiz, e o grupo de discípulos (incluído este servo) no pastoreio do Miguel Angel meu pastor e Reitor do Seminário em permanecer fieis à restauração da VIDA pessoal e a VIDA DE IGREJA absolutamente, (baseados nos livros de Wachtman Nee da China, como O HOMEM ESPIRITUAL e A IGREJA CRISTÃ NORMAL) os quais geraram uma mudança mundial na igreja, da qual as duas igrejas, a de Buenos Aires em que pastoreava Ortiz e a de Corrientes cujo pastor era Pujol, mais uns quinze pastores de várias denominações na capital argentina, foram referencia mundial de renovação e unidade, multiplicando modelos pelo mundo todo.
Ministrei em muitos países da América do Sul, pregando a Palavra por quase seis mil vezes, em mais de 130 denominações evangélicas diferentes, pastoreando Batista Brasileira, Batista Pioneira, Batista Nacional, Batista Independente e Irmãos Menonitas, e no Brasil ministrei seminários de avivamento na Palavra principalmente em quase todas as IEQ do Sul, pentecostais diversas, comunidade cristã, batistas, presbiterianas e metodistas.
Peca contra Deus quem, sem saber a verdade, calunia ao pastor Ortiz e ao irmão Nee, e aos que nos mantemos no meio de tão grande Babilônia que se vive hoje, fielmente ao Discipulado de Jesus, e somos sal no meio delas. Certo. Muitas vezes temos agido como espiões, no silencio, no anonimato, para tirar igrejas e lideranças de um estado de morte espiritual, enfeitiçamento pelas filosofias e teologias dos homens mexendo até nas estruturas idolátricas das denominações,e também com extremo zelo pela restauração, porém, sem jamais dividir e tampouco fortalecer a religiosidade, mas sim provocando o despertamento para a vida santa e renovada constantemente no Senhor.
Claro que entre aqueles anos da década de 1970 para cá, muito foi reproduzido sem vida, sem o comando do Senhor da igreja e a guia do Espírito, o qual nada tem em comum com a verdadeira restauração que iniciou-se lá em Buenos Aires com o pastor Ortiz.
Aliás, muitos aproveitadores mercadejaram com o genuíno de Deus, enganados pelo Espírito do Anticristo, enganando a líderes e igrejas com discipulados e apostolicidade fraudados; e é isto que faz do louvor uma bagunça, da adoração um misticismo cansativo, das células um sistema de retenção de mercado e acumulação de capital, do discipulado um método de marketing e fidelização denominacional, do despertamento profético uma multiplicidade de escândalos e do apostólico a maior oportunidade de mercantilismo e dominação pessoal, mas, o melhor que ainda fica nas igrejas que ainda lutam por manterem-se vivas por meio de alguma ou de todas essas ferramentas, e a mais depurada espiritualidade nelas, vem a partir daqueles sinais históricos que os livros e a vida de Nee, e a vida e o despertamento bíblico e espiritual através do Ortiz implantaram no Mundo, em múltiplos segmentos da igreja romana e protestante.
Depois do que a Bíblia relata sobre Jesus no seu ministério terreno, não conheci outro homem tão cheio de amor pelas pessoas como Juan Carlos Ortiz, o primeiro homem que falou em apóstolos no nosso século, e que, entretanto, não se titula apóstolo.
E também peca contra Deus quem fala mal do irmão Nee e daqueles que impactados pelo poder restaurador da Palavra e o poder transformador do Espírito lançam em livros, eventos e reuniões a mensagem do que eles chamam de "o Recobro do Senhor" e que com más interpretações e convicções partidaristas tentam atingi-los com infâmias, colocando nos desconhecedores o medo por mitos criados para perseguir o que Deus enviou com tanto amor para a igreja toda, como se fosse seita.
Certamente, a razão é que tais irmãos continuam idólatras de suas estruturas e envenenados com o espírito de divisão do Maligno, e preferem a falsificação de Cesar Castellanos, o imperialismo pessoal da indústria de apóstolos brasileira principalmente de Manaus, e a funcionalidade de Cho, a fim de se tornarem grandes e prevalecentes, antes que o genuíno de Deus que muda vidas, ainda que caiam reinos humanos.
Entretanto, não mantenho qualquer vínculo nem com o amado pastor Juan Carlos Ortíz que mora nos EUA e ainda um mínimo de seus vídeos de pregações se encontram no YouTube além do livro O Discípulo da “Editora Betânia” e o mesmo livro com o título Fazei Discípulos da católica “Edições Loyola”, e tampouco com as duas correntes mais significativas de Nee, o Living Stream Ministry e a Árvore da Vida, porque não endeuso homens nem doutrinas e tampouco correntes teológicas, mas só extraio com discernimento dentre a teia de aranha da história da igreja o que considero genuinamente de Deus para toda a igreja, e que provei servir positivamente, e que vieram a formar o meu caráter e fidelização ministerial que milhares conhecem e reconhecem nos resultados de maturidade pessoal dos irmãos, renovação da igreja e unidade real. E as provas estão ai, na maior evidencia.
Onde está a unidade gerada por centenas de "homens de Deus" e os milhares de livros ensinando avivamento, multiplicação de membros, liderança eficaz, e unidade da igreja da maioria das linhas editoriais de hoje?
Minha experiência de vida de apóstolo data desse ano de 1973, embora conhecido mais como missionário, que é a mesma coisa, só que esta substantivação não é bíblica e a primeira sim, mas só em 2002 aceitei a designação e reconhecimento público.
Logo, foi uma Pastora brasileira que influenciou em mim um posicionamento público, posto que num país extremamente discriminativo e intolerante, relativista e anárquico como o meu querido Brasil, via ela necessário que os verdadeiros se mantivessem em pé no meio da maioria falsa, no intuito de mostrar as diferenças e servir de referencia para o pastoreio genuíno da maior parte da massa "cristã" enfeitiçada, que perambula sem norte enquanto endeusa os que os beneficiam com milagres e prosperidade, se sujeitam vergonhosamente a homens fraudulentos da Verdade de Deus, e se ocupam de perseguir o que desconhecem.
Até agora, tenho cooperado com o também argentino, Apóstolo Guido Raúl Ávila de Caracas, Venezuela, e com Ralph Mahoney dos EUA e no presbitério da igreja em unidade na Costa Rica, principalmente com Bob Monford.
Também trabalhei com Orville Swindoll, Kit Bentson, Jorge Himitian, Ivan Backer, Ángel Negro; com o Reverendo Roberto Prieto que foi por muitos anos o Presidente da IEQ argentina, e sempre, um dos três presidentes do CNCE, único órgão representativo da igreja evangélica na Argentina de chegada ao Governo; também com quem fora presidente do Concílio Mundial Menonita, o argentino Prof. Raúl García de Pehuajó, Buenos Aires, e com a Missão Presbiteriana da Graça para a América Latina da qual sou amigo pessoal do Dr. pedro Kim, entre muitos outros servos dos que se destacam por permanecer na graça, e não liderar sedições, tampouco heresias, senão apenas e simplesmente influenciaram. e ainda influenciam positiva e transcendentemente a igreja de Deus no Mundo, a pesar das diferenças divisivas imperantes no meio das denominações da fé.
Finalmente, Francisco Bergoglio, quando ainda era o Chefe da Igreja Católica na Argentina, segundo consta de múltiplas provas testemunhais e também ocular e presencial por minha pessoa, recebera enorme influencia de vida e filosofia cristã "comunitária, igualitária, e de união; assim como a predileção pelos pobres e perseguidos" da vida e ministério do Pastor Ortiz e demais pastores daquele glorioso mover de Deus de unidade cristã não ecumênica.
Pessoalmente tive a oportunidade de ser um dos 300 pastores a orar por ele com imposição de mãos no Centro Nacional de Oração, a pedido dele, ao lado da Curia Romana na Praça de Maio nas proximidades da Casa Rosada. Os pastores da foto que anexo são amigos meus desde aquela época, e alguns pertenceram à equipe em que Ortiz também conduzia para o país e o mundo o mover de renovação espiritual.
O 2º de Esq a Dir. é o Presidente do Presbitério Interdenominacional de Bs As, Ap. Jorge Himitian
Ainda assim, nenhum homem adquire sobre
mim autoridade, domínio e qualquer medida e tipo de propriedade como a atual
distorcida visão de mentoreamento difunde, e as instituições perpetuam.
Só vivo a devida sujeição à Cabeça de tudo e especialmente da igreja, que é Cristo, e aos que ministram no Ministério do Espírito no Mundo quer sejam apóstolos, quer sejam pastores, e às autoridades das instituições onde ministro circunstancialmente e/ou me comprometo para ser membro ou sócio, e trabalhar com elas, ademais do pastoreio de minha pessoa que fazem personalizada e permanentemente os apóstolos reconhecidos de nossa organização M.A.G.
Só vivo a devida sujeição à Cabeça de tudo e especialmente da igreja, que é Cristo, e aos que ministram no Ministério do Espírito no Mundo quer sejam apóstolos, quer sejam pastores, e às autoridades das instituições onde ministro circunstancialmente e/ou me comprometo para ser membro ou sócio, e trabalhar com elas, ademais do pastoreio de minha pessoa que fazem personalizada e permanentemente os apóstolos reconhecidos de nossa organização M.A.G.
Atualmente, e desde o ano de 1980 estou
dedicado no Brasil de por vida à unidade do Corpo de Cristo e a maturidade de
Seus membros, respeitando as instituições humanas, priorizando a Noiva de
Cristo que os olhos genuinamente proféticos e apostólicos vêm habitar entre
ovelhas e cabritos no Mundo, e ademais, administro a AQP: Academia de
Qualificação de Pró-Socialidade nas línguas portuguesa e espanhola.
Jamais priorizei credenciais, diplomas
e títulos, e sempre coloquei acima de tudo a fidelidade ao Plano de Deus e ao
desenho de igreja de Cristo, os seus interesses e desejos, pelo qual sou uma
pessoa que se equivoca e erra e continua em processo de mudanças e não se conforma
com o vivido, e se estende para frente à perfeição junto com todos os Filhos de
Deus, nunca age com maldade, inveja, ambição de reconhecimento e dominação,
politicagem ou outros interesses no meio ministerial, e da igreja, e não se
importa a maneira como lhe tratem protocolarmente, se de pastor, irmão,
apóstolo ou simplesmente Tito, porque sou apenas Servo de Cristo.
Considero o meu chamado ungimento e
designação vindos de Deus, pelo que a minha grande dívida que só Deus paga, é o
amar a todos. Isto, não implica personalismo e conformismo. Sei que os
ministérios são para a igreja, pelo que, mesmo que alguns não me recebam, eu os
recebo como “cúmplices” indispensáveis da Obra de Deus na Terra.
Tito Berry

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