Na atualidade, os líderes das igrejas correm para o refúgio da misericórdia de Deus, se considerando defeituosos, ou correm para a justiça divina sentindo-se injustiçados, ou correm para a caverna pensando haver ficado em pé apenas eles, ou ficam petrificados com medo a mudar.
Para que durante dois mil anos houvesse pastores, ninguém se preocupou em se perguntar como eles sobreviriam sem ser pastoreados, e poucos encontraram uma saída mesmo que minimamente válida, sem jamais poderem resolver a deformidade e insanidade da igreja com as suas receitas.
Enquanto eles existiram e governaram sozinhos às igrejas, demais ministros, ou melhor, alguns deles, mais precisamente o evangelista, e recentemente o profeta, tinham uma referencia para os seus ministérios, mas quando o Senhor restaurou o ministério apostólico, este não saiu das costas dos pastores nem estavam em seus lombos, por tanto, são os pastores que nunca haviam tido qualquer referencia válida, que devem se submeter aos genuínos apóstolos.
Como o estado dessa igreja milenar é deforme e deficiente, insano e até atrofiado, o Relativismo do mundo conseguiu se instalar nela, e juntos, relativismo e incapacidade para julgar, fizeram um forte contra os apóstolos para examiná-los e julgá-los com as lentes de essa dupla perversa e espúria.
Deus tencionou concertar a casa, enviando apóstolos, e os que até então se sentiam os donos da igreja se erigem juízes, encontrando faltas onde nem sempre há, e impropriedades quando os seus interesses entram em riscos. Mas o Senhor não tem “filhos prediletos”. Assim como sempre requereu de seus pastores uma vida irrepreensível para serem exemplos para os demais, não será diferente com os seus apóstolos. Considero que neste caso Ele examina, corrige e julga com muito mais severidade, mas então, não a través dos pastores.
Os pastores têm apenas alguns trechos do Novo Testamento, e alguns versículos estabelecidos pelos apóstolos para saberem qual é o modelo ministerial criado e estabelecido por Jesus, mas os apóstolos contemporâneos têm todo o Novo Testamento. Por tanto, ainda quando o Manual para os apóstolos está accessível para todos, somente um genuíno apóstolo saberá fazer encaixar cada coisa no seu devido lugar e tempo. Destarte, além de eles serem pastoreados por outros apóstolos, segundo o modelo bíblico, também o serão pelo Manual.
A visão católico-romana considera que a vida da igreja gerou a Bíblia, e continua a gerar regras de vida, entendendo que a Bíblia é a primeira regra, não como no caso dos Protestantes.
Os Protestantes consideram a Bíblia não a primeira regra senão a única regra. Oh, ironia! Nós que pensávamos ter a razão e ostentar a Verdade Absoluta de Deus, logo fazemos da Tradição (não de todo um movimento chamado Protestante, ou Evangélico) de nosso grupo particular, a regra para julgar o que é bíblico, e em muitos casos, a nossa própria tradição pessoal e particular.
O clímax do absurdo, entretanto compreensível de existir, é que pastores que nenhum apóstolo os ungiu e estabeleceram agora pretendem examinar e julgar aos verdadeiros pastores e verdadeiros apóstolos.
Aos Doze foi Jesus que chamou, escolheu, encheu com o Espírito e enviou. Ao recém convertido Paulo e a Silas foi o Espírito Santo. Paulo também fora convocado pelo próprio Jesus Cristo, mas aos pastores Timóteo, Epafras e Tito entre muitos outros no Novo Testamento, foram apóstolos que os autorizaram e estabeleceram, mesmo quando o chamado e o ungir vêm de Deus sempre.
Comparto algumas dicas a respeito das referencias crístico-bíblicas sobre como identificar um verdadeiro apóstolo nos dias de hoje, em caráter e personalidade:
1. Todas as mesmas que Paulo estabeleceu para bispos ou pastores.
2. Acordo e harmonia entre os apóstolos, respeitando-se as diferenças entre eles, e sujeitando-se mutuamente.
3. Pregam e vivem a unidade de Cristo.
4. Não pregam nem ensinam usos e costumes e doutrinas fora da Doutrina de Cristo.
5. Ensinam a Doutrina dos Apóstolos que consiste em transfundir Deus no ser humano até a Eternidade, sem qualquer individualidade, senão como um único corpo.
6. Levam a Cristo como o Centro de tudo, e a Deus como a Deidade Tri-Una.
7. Pregam Cristo e somente Cristo, quer dizer, a Cristo encarnado, no seu viver humano sem pecado, morte, ressurreição, ascensão, envio do Espírito Santo, eterno, totalmente Deus e perfeitamente humano, coexistindo inerentemente com Deus, cabeça de tudo e da igreja, único e suficiente.
8. Não consideram preciosa a sua própria vida por Cristo. Neles não existe nem a mínima possibilidade de sequer comungar com interesses humanos e particulares.
9. Dão tudo de Si e se dão a Si mesmos pela igreja.
10. Como humanos são imperfeitos, mas não fraudulentos. Não escondem os seus defeitos para impressionar, por tanto, o Fruto do Espírito neles é absolutamente visível em pares como o amor e a humildade, a verdade e a paz, a santidade e a luz, a paciência e a longanimidade, o perdão e a benignidade, a fé e a esperança, a bondade e a pobreza de espírito, a mansidão e a justiça, e a temperança e a sobriedade entre muitas outras características.
Biografia dos Apóstolos Paulo, Pedro, João.
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